Terça-feira, 13 de Janeiro de 2004, 17:10 | Online
Um nome que diz tudo: São Miguel do Gostoso
O nome não poderia ser mais convidativo: São Miguel do Gostoso. Some a isso praias desertas, comida saborosa e boas opções de hospedagem e a cidadezinha de 8 mil habitantes, no litoral norte do Rio Grande do Norte, torna-se o lugar perfeito. Tanto para quem prefere mais uma cervejinha gelada, quanto para quem não abre mão de uma caminhada sossegada na beira do mar. Fugindo, é claro, da muvuca nas manjadas praias de Pipa e Genipabu.
Em Gostoso, a natureza ainda se encontra em seu estado mais puro. E dá-lhe pernas para desfrutar desses recantos quase inexplorados. Para alcançar a Praia de Tourinhos, uma das mais belas do pedaço, é preciso deixar o carro no vilarejo de Reduto, a seis quilômetros de São Miguel. Dali, segue-se a pé por mais dois quilômetros, caminhada que, debaixo do sol forte e em meio a uma paisagem desértica, parece nunca chegar ao fim. Quando o visitante está por um fio de desistir, eis que surge Tourinhos.
À direita, a sobreposição de arenitos lembra ruínas medievais. Mais ao centro, vê-se um conjunto de pedras arredondadas cobertas por mariscos, que tiveram as conchas abertas pela força da água, formando uma paisagem que lembra um grande jardim.
Na volta ao povoado de Reduto, não deixe de olhar os trabalhos das rendeiras que, dependendo do espírito negociador do visitante, podem ser levados para casa por um preço bem honesto.
Quase deserta e com vento forte e constante, a Praia da Ponta do Santo Cristo é muito procurada por praticantes de windsurfe. Conta a lenda que esse nome vem de uma tragédia ocorrida em 1501, quando aportou ali uma expedição que não foi muito bem recebida pelos índios. O padre que acompanhava a turma acabou preso e, pior, virou jantar para a tribo.
Também vale uma visita a Praia do Marco, que leva esse porque foi ali que aportou, em 1501, a esquadra portuguesa de Gaspar de Lemos, que fincou um marco de 1,62 metro de altura e 25 centímetros de espessura com símbolos portugueses, feito de um tipo de pedra-sabão, para assegurar a posse da terra.
Em 1976, a peça foi levada para o Forte dos Reis Magos, em Natal. Hoje, a praia abriga apenas uma réplica de concreto, para desgosto dos moradores, que ainda esperam que o marco retorne ao seu lugar original. Nesse caso, haveria uma polêmica. É que historicamente a pedra pertence a Touros - de quem São Miguel do Gostoso era distrito até 1993 -, embora ficasse em território de São Miguel.
:
Em Gostoso, a natureza ainda se encontra em seu estado mais puro. E dá-lhe pernas para desfrutar desses recantos quase inexplorados. Para alcançar a Praia de Tourinhos, uma das mais belas do pedaço, é preciso deixar o carro no vilarejo de Reduto, a seis quilômetros de São Miguel. Dali, segue-se a pé por mais dois quilômetros, caminhada que, debaixo do sol forte e em meio a uma paisagem desértica, parece nunca chegar ao fim. Quando o visitante está por um fio de desistir, eis que surge Tourinhos.
À direita, a sobreposição de arenitos lembra ruínas medievais. Mais ao centro, vê-se um conjunto de pedras arredondadas cobertas por mariscos, que tiveram as conchas abertas pela força da água, formando uma paisagem que lembra um grande jardim.
Na volta ao povoado de Reduto, não deixe de olhar os trabalhos das rendeiras que, dependendo do espírito negociador do visitante, podem ser levados para casa por um preço bem honesto.
Quase deserta e com vento forte e constante, a Praia da Ponta do Santo Cristo é muito procurada por praticantes de windsurfe. Conta a lenda que esse nome vem de uma tragédia ocorrida em 1501, quando aportou ali uma expedição que não foi muito bem recebida pelos índios. O padre que acompanhava a turma acabou preso e, pior, virou jantar para a tribo.
Também vale uma visita a Praia do Marco, que leva esse porque foi ali que aportou, em 1501, a esquadra portuguesa de Gaspar de Lemos, que fincou um marco de 1,62 metro de altura e 25 centímetros de espessura com símbolos portugueses, feito de um tipo de pedra-sabão, para assegurar a posse da terra.
Em 1976, a peça foi levada para o Forte dos Reis Magos, em Natal. Hoje, a praia abriga apenas uma réplica de concreto, para desgosto dos moradores, que ainda esperam que o marco retorne ao seu lugar original. Nesse caso, haveria uma polêmica. É que historicamente a pedra pertence a Touros - de quem São Miguel do Gostoso era distrito até 1993 -, embora ficasse em território de São Miguel.